Fw 190D-11 "Papagei Staffel" - Eduard 1/48
Escrito por Eduardo Brettas   
Ter, 04 de Janeiro de 2011 19:53

Introdução

Em fevereiro de 1945 foi criado o JV 44, também conhecido como "Galland's Zircus". Era um esquadrão de "Expertens" ,que recebeu cerca de 61 ases para pilotar o Me 262. Como essas aeronaves eram vulneráveis na decolagem, e principalmente na aterrissagem, formou-se a unidade "Sachsenberg's Platzschutzschwarm", composta de Fw-190 "Doras" para proteção desses jatos.

Quando recebi a caixa levei um susto pelo tamanho, pois são dois kits, o famoso "Dual Combo", com review aqui na APRJ, e como tive problemas na montagem do Fw 190D-9, tentei fazer alguns passos diferente para ver no que ia dar.

Eis o passo a passo de minha montagem, tentando reproduzir o Fw 190D-11 W.Nr. 2200XX, voado pelo Lt. Karl-Heinz Hofmann, com base em München-Riem, em maio de 1945.

Reviews na caixa executados pela APRJ, das diversas versões lançadas deste kit:

JV 44 "Dual Combo" 1154

D-9/ D-13 "Dual Combo" 8185

Photoetches para D-9

Dora-9 "Profipack" 8184

Montagem

O cockpit é fácil de montar, com ótimos detalhes. Apliquei o RLM 66, misturei um pouco de branco ao 66 e apliquei de forma a dar um aspecto envelhecido. Cockpit e laterais foram concluídas com alguns desgastes feitos com guache marrom e alumínio.

Aqui está um dos problemas que tive com o D-9. Na montagem da parede "corta-fogo" (peças X46 + X5 + 38) deve-se observar o ângulo de 93º, e não 90º como intuitivamente imaginamos.

Como disse, a montagem do cockpit seguiu diferentemente do passo a passo sugerido no manual. Colei primeiro a cauda e parte da fuselagem. Depois inseri e colei o cockpit.

Como o plástico da Eduard é bem maleável, colei a parte do motor que fica aparente na baia das MG's. Abri a fuselagem encaixando essas duas partes. Não colei a parte do motor na fuselagem, seguindo as recomendações da Eduard.

Como não queria fazer o capô das MG's aberto, não trabalhei os detalhes no motor, pois apenas uma parte fica visível vista através do porão de rodas.

Atenção! É importante que a estrutura principal do porão das rodas, no caso a peça X26, que tem como apoio a peça Y9 estejam corretamente coladas, caso contrário, muitas outras peças e o alinhamento geral, além da colagem da asa superior, ficarão prejudicados.

Modifiquei os canhões da raiz das asas, fabricando novos com agulhas hipodérmicas, finalizando-os juntamente com o porão de rodas.

Ato seguinte, colei as asas e testei o encaixe com a fuselagem. Apareceu uma fresta grande, e para resolver isso, cortei um pedaço de sprue e colei na parte de baixo, alargando a fuselagem um pouco. O resultado me agradou.

Para fechar as tampas das MG's da raiz das asas, lixei a parte debaixo das mesmas, onde se observam os reforços estruturais, e fui testando no local. Não se deve cortar para fazer fechado como é indicado pela Eduard. No Dora-9 fiz isso e tive problemas para ajustar depois.

Entretanto, o segredo de tudo está na montagem correta do porão de rodas, pois se ficar um pouco fora do local, o alinhamento de tudo ficará comprometido.

Pintura

Pintei o radiador circular e colei as peças finais, deixando tudo pronto para aplicar a plumagem!

Fiquei com algumas dúvidas sobre as cores, pois a Eduard indica cores diversas das que conheço para esta aeronave.

A Eduard, no seu manual, indica como RLM 82/83, e manchas em 81, além de uma falha sobre as asas em "super chrome".

A Eagle Editions em seu livro "Doras of the Galland Circus", edição de  1999, indica pintura em RLM 75/82, e provavelmente manchas em 81. Assim, pedi à Eduard que esclarecesse algumas dúvidas e a resposta veio: Em resumo, sustentam a sua versão, afirmando que os experts que trabalham com eles fizeram longa pesquisa, e tem certeza de que a versão apresentada pela Eduard é mais acurada que a versão apresentada pela Eagle Editions em 1999.

 Prosseguindo, Fiz um sombreamento do jeito que gosto. Procuro sempre valorizar algumas áreas, trabalhando volume com luz e sombra.

Apliquei o RLM 76 bem de leve, pois vou colocar os decais com as marca <58 e novamente aplicar o 76 sobre ele. Esse número foi parcialmente tampado para a pintura do vermelho 4.

Então, apliquei o RLM 23. Finalizado essa etapa. Misturei um pouco de branco e amarelo para começar a dar um aspecto de uso e borrifei entre os painéis. Fiz de forma a não perder o sombreamento, pois quando aplicar as lista brancas, muito deverá se perder.

A aplicação do branco foi muito trabalhosa. Medir e mascarar tudo, entretanto, rendeu um resultado bastante satisfatório.

Existem algumas diferenças entre as faixas destes Doras. Diante das últimas publicações, esta aeronave tinha somente as listras indo do nariz até o porão das rodas. Pedi ajuda ao Anders Hjotesberg, que confirmou isso, além de me passar detalhes sobre o padrão de camuflagem. Me decidi, então, pelo padrão 82 e 83 para aplicação.

Utilizo as tintas Acrilex acrílica brilhante nos meus trabalhos, sempre diluindo com álcool isopropílico. De todas as tintas que usei até agora, essa mistura é a melhor. Não tive mais problema com o aerógrafo na aplicação e na limpeza!

Perceba como ficou leve a aplicação do branco sobre a máscara. Pude controlar com facilidade onde queria aplicar com maior e menor intensidade a cor.

Apliquei então o numeral <58 branco, que posteriormente foi parcialmente apagado com o RLM 76.

Terminada a parte inferior, apliquei o RLM 82 e o 83. A divisão entre as cores foi toda feita a mão livre. A tinta não é perfeita, mas propicia resultados fantásticos, mesmo sendo adaptada para o hobby.

Ainda em dúvida quanto ao padrão e cor da camuflagem em algumas áreas, apliquei o RLM 82 seguindo orientação da Eduard.

Depois de aplicada a camuflagem, tive que retirar a tinta das asas e estabilizadores, pois a mistura que tinha feito estava muito escura. Refiz a cor e apliquei na fuselagem. Essa é uma das boas vantagens de Acrilex, que saí facilmente com álcool.

Apliquei o RLM 83 e aproveitei para fazer alguns desgastes, clareando algumas partes, misturando um pouco de branco e amarelo. Após terminada a pintura do Dora, passei para o hélice e spinner, trem de pouso e portas do porão das rodas.

Hora de aplicar verniz brilhante, decais, verniz brilhante novamente e por último, verniz fosco. Depois, uma leve envelhecida nos decais e em outros lugares.

Definitivamente o encaixe das pernas do trem de pouso são ridículas!! O D-11, D13 o D-9 e a série A da Eduard são modelos que apresentam dificuldades na sua montagem, mas o pior é chegar ao final e ver esse arremedo de encaixe!

Acho que o correto seria refazer toda esta parte do kit, e mostrar um trabalho melhor, mas o mínimo que a Eduard poderia fazer no momento é um esquema com desenhos em escala do alinhamento correto no seu manual.

Pintura do canopi com as máscaras pré-cortadas são um alívio, e funcionam perfeitamente.

 

Conclusão

O Dora da Eduard tem suas complicações na montagem, e um horrível encaixe das pernas do trem de pouso, mas fica muito bonito montado.

Foi a primeira vez que usei a tinta Acrilex acrílica brilhante diluída com álcool isopropílico e gostei muito do resultado. Tem um acabamento muito superior do que as tintas foscas da Decorfix e da própria Acrilex diluídas com Vidrex. A maior satisfação, além da aplicação foi que a tinta não gruda na agulha e permite uma limpeza rápida do aerógrafo, que é feita com álcool comum, não se comparando com as foscas.

Quero agradecer a todos que estiveram aqui me ajudando,  incentivando e dando sugestões durante o andamento dos trabalhos, muito obrigado e um grande abraço!

 

Veja outros trabalhos do Eduardo Bretttas neste endereço

 

 

Obrigado Eduard pelo exemplar para review!

 
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