Fw 190D JV 44 "Dual Combo" - Eduard 1/48 (1154)
Escrito por Júlio Martins   
Ter, 04 de Janeiro de 2011 14:03

 

Eduard item 1154

Breve histórico

O Jagdverband 44, ou simplesmente JV-44 foi, apesar de sua curta existência, uma das mais emblemáticas unidades de caça da Luftwaffe. Surgiu no início de 1945 como tentativa de contrariar, de alguma maneira, o fim trágico que a Alemanha via se aproximar.

Ao fim de 1944, Hermann Göring, insatisfeito com a performance da Luftwaffe, e levando em conta suas diferenças de opinião com Adolf Galland, então "General der Jagdflieger", o retirou de suas funções. A intenção inicial era de destinar Galland para uma das unidades ordinárias da Força, mas graças às suas ligações com os altos círculos de poder, Galland recebeu a oportunidade de formar sua própria unidade.

Reportando-se diretamente a Adolf Hitler, recebeu acesso ao revolucionário Me-262 "Schwalbe", sendo capaz de demonstrar que o uso do Me-262 como interceptador das vagas de bombardeiros que assolavam o Reich seria mais eficaz que seu emprego como mero caça-bombardeiro.

Galland então deu início ao seu esquadrão em fevereiro de 45, e escolheu a base de Brandenburg-Briest para os treinamentos iniciais, aproximadamente 50km a oeste de Berlim. Progressivamente, foi recrutando e acumulando alguns "experten" em seu grupo, como Heinz Bär, Barkhorn, Lützow, Steinhoff, para citar alguns. Além destes, alguns outros pilotos que, como Galland, desacreditavam nos altos círculos da Luftwaffe, ou ainda aqueles que desejavam contato com o caça mais avançado do mundo à época, o Me-262.

No início de abril de 45, o grupo se mudou para o aeródromo de Munich-Riem, e de lá, os ataques aos aliados foram conduzidos, enfrentando caças e bombardeiros. Os Me-262 eram mais rápidos que qualquer coisa que os aliados conseguiam colocar no ar, entretanto, graças à inabilidade de se acelerar ou reduzir a aeronave com rapidez, sua operação de pouso e decolagem era seu ponto fraco, onde o jato ficava completamente vulnerável.

Proteção ao novo caça era necessária nestes momentos, e para isto, o mais avançado caça a pistão da Luftwaffe foi designado: O Fw-190D. O grupo "Platzschutzschwarm" foi formado em meados de abril de 45, e era liderado pelo tenente Heinz Sachsenberg. Sua missão consistia em decolar antes dos 262, verificar e limpar o céu ao redor do aeródromo. Após a decolagem dos jatos, retornavam para pouso. Sua decolagem para proteção do pouso dos jatos, entretanto, não era mandatória.

A esquadrilha de aeronaves de proteção do JV-44 aparece na literatura histórica sob diversas designações: Platzschutzschwarm, Sachsenbergschwarm, Würgerstaffel ou ainda Papagei Staffel. No interesse histórico, diz a Eduard ser a primeira designação a mais correta. Suas aeronaves tinham a parte inferior pintada em vermelho com listas brancas para melhor identificação das baterias anti-aéreas alemãs que circundavam a base, tentando evitar assim o "fogo-amigo".

O Jv-44 capitulou às tropas aliadas em 7 de maio de 1945. Duarante sua curta duração, sessenta aeronaves foram abatidas. O Platzschutzschwarm, entretanto, só obteve uma (talvez duas) vitória, com Klaus Faber tendo abatido um (ou dois) P-47 sobre Bad Aibling, nos primeiros dias de maio daquele ano.

Maiores informações e fotos podem ser obtidas na ótima revista digital da Eduard de novembro de 2010, fazendo download aqui.   

O Kit

Talvez seja o "Papagei Staffel" um dos mais emblemáticos grupos de caça de toda a WWII. A barriga vermelha e a beleza esbelta dos Doras não escapam a nenhum olhar. Sabedor disso, a Eduard lança este espetacular "Dual Combo" com os Doras 9 e 11 do JV-44 "Sachsenberg's Platzschutzschwarm".

Na tradicional caixa, decorada com espetacular "aviation art", encontramos 2x 159 peças plasticas, um grande fret de photoetches coloridos  que cobrirá as necessidades dos dois kits, máscaras para a pintura das transparências e grande folha de decais Cartograf, além das instruções em livreto colorido tamanho A4 com 16 páginas de papel couche, mais um bonus especial.

As peças plásticas não apresentam qualquer deformidade ou rebarbas. Possuem pinos de contato pequenos, que não atrapalharão na retirada das peças da galha. O cockpit, nesta versão profipack, tem as opções de montagem com peças plásticas ou utilizando os photo-etches coloridos.

Asas e fuselagem com detalhes soberbos em baixo relevo, com finos e delicados rebites e linhas de painel. Apresentam dimensões exatas para a escala quando confrontados com desenhos técnicos.

Este lançamento nos dá peças para a montagem de um D-9 e um D-11. Não há condição de montar dois da mesma série. A diferença primária entre as duas aeronaves é o armamamento. Enquanto o Dora-9 possui armas na raiz das asas e sob o capot do motor, o Dora-11 não possui armas sobre o motor, tendo entretanto dois pares de armas nas asas.

Diferentemente da série radial que a Eduard fez o motor completo, aqui temos apenas a parte visível atravéz do porão de rodas. A montagem fica mais facilitada, mas não muito.

Ailerons e leme em peças apartadas, mas não os profundores e flap.

Transparências sem oferecer nenhuma distorção. O conjunto ainda oferece máscaras pré cortadas para o canopi, em fita com pouca cola, o suficiente para não dar trabalho algum para um mascaramento perfeito.

Muito cuidado ao montar os trens de pouso. Busque desenhos técnicos na internet, mostrando o alinhamento correto dos trens de pouso para não se perder. Neste quesito, o manual de instruções da Eduard peca.

A quantidade de detalhes e peças é incrível, e com paciência e dedicação você irá conseguir um excelente modelo!

Bonus:

Para complementar o box, um pequeno mimo na 1/144. Trata-se de um Me-262, molde original Eduard lançado anos atrás. 43 peças, sendo uma transparente para o canopi. Montagem simples, linhas rebaixadas, asas inteiriças, interior com o que é possível para a escala, rodas separadas do trem de pouso, carenagens dos jatos sub-alares em duas partes e simulacros para o interior. Uma pintura possível para o "Branco 5", todo em RLM 82 com bariga em RLM 76.

Decais e versões de pintura.

Decais da Cartograf, com registro perfeito, cores firmes, finos e sem nenhum filme em excesso. Insígnias, brasões e dois conjuntos completos de marcas de serviço.

São possíveis as quatro conhecidas aves do JV-44, mais uma que, apesar de incerta e não confirmada, tem existência provável. Decais ainda para o pequeno ME-262 do JV-44.

  • Fw 190D-9, W.Nr. 600424, Lt. Heinz Sachsenberg, Munich - Riem airport, Germany, April - May 1945
  • Fw 190D-9, W.Nr. 600?69, Hptm. Waldemar Wübke, Ainring airbase, Austria, May 1945
  • Fw 190D-11, W.Nr.2200??, Lt. Karl-Heinz Hofmann, Munich – Riem airport, Germany, April - May 1945
  • Fw 190D-9, W.Nr. 210240, Oblt. Klaus Faber, Ainring airbase, Austria, May 1945
  • Fw 190D-11, W.Nr.2200??, Red 2, Munich – Riem airport, Bad Aibling, Germany, April - May 1945

As aeronaves 1, 3, 4 e 13 são bastante conhecidas do público em geral, mas alguns detalhes e cores aparecem diferentes nas instruções da Eduard do que nas publicações mais tradicionais e antigas. Importante mencionar que a Eduard assevera ter feito extensa pesquisa histórica, contando ainda com novos detalhes e fotos  inéditas para a precisão destas indicações de pintura. Questionei isto em mail aos nosso amigos Tchecos e eles sustentam com tranquilidade sua posição.

Um detalhe inédito neste lançamento, é a sugestão de uma quinta aeronave no Platzschutzschwarm, que seria um Dora-11 "Rot 2", identificado apenas recentemente.

"Rot 2" foi encontrado ao final da guerra no aeródromo de Bad Aibling. Não existem, até o presente, fotos mostrando toda sua fuselagem, e por isso, não se sabe se esta aeronave carregava alguma inscrição. Aparentemente, a aeronave chegou a Bad Aibling no final de abril de 44, quando o JV-44 se mudou de Munich para Salzburg, quando, por razões desconhecidas, alí ficou até a ocupação da base. Quem o voava é uma incógnita. Para maiores informações sobre o "Rot 2", a Eduard indica o livro de Jerry Crandall "The Focke-Wulf Fw 190D Dora", volume 2, da Eagle Editions.

Algumas vezes me peguei pensando no motivo de termos o 1, o 3 e o 4, e não haver um 2.  Já o 13, como sabido, era um dos números prediletos dos alemães, justamente por representar o "azar" na cultura norte-americana. Bem, parece que o "mistério" começa a ser desvendado.

Instruções compreensivas, expressas em desenhos esquemáticos de fácil interpretação, em livreto colorido tamanho A4 com 16 páginas de papel couche.

Conclusão

Então eis o que temos: O melhor Dora 1/48, do mais belo Focke-Wulf, na espetacular pintura do emblemático JV-44, comandando pelo ás dos ases, Adolf Galland. Não bastasse isso, são dois kits, e não um, dentro da mesma caixa. Quer mais o que?

Altamente recomendo para todo fã de aviação! Indicado para modelistas já iniciados, pois a montagem deste kit não é tão simples.

Cuidado na montagem das peças X46 + X5 + 38. O ângulo de encaixe entre elas deverá ser de 93º, e não 90º como intuitivamente imaginamos. Cuidado ainda com o encaixe do trem de pouso na asa, ele é traiçoeiro.

 

Obrigado Eduard pelo exemplar para review!

Asas e fuselagem com detalhes soberbos em baixo relevo, com finos e delicados rebites e linhas de painel. Apresentam dimensões exatas para a escala quando confrontados com desenhos técnicos.

 Este lançamento nos dá peças para a montagem de um D-11 e um D-13. Não há condição de montar dois da mesma série.
Vejamos as diferentes versões:

 
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