Piaggio - Pegna P.c.7 Mikomir-UMP 1/48
Escrito por Augusto Versiani   
Qui, 15 de Agosto de 2019 00:10

CAPA

Kit 48011

 

O Avião

A Coupe d'Aviation Maritime Jacques Schneider, mais conhecida como Troféu Schneider, era a mais importante competição de velocidade para aviões anfíbios dos anos 20 e o Piaggio-Pegna P.7 foi desenvolvido para a competição de 1929. Projetado pelo engenheiro Giovanni Pegna para a Piaggio o P.c.7 tinha um desenho revolucionário. Pegna entendeu que os flutuadores provocavam grande parte do arrasto e tentou um desenho para diminuir este efeito. Ao invés dos flutuadores convencionais o avião teria hidrofólios, o mesmo princípio usado nos aerobarcos. Como para funcionarem os hidrofólios precisam de uma velocidade determinada Pegna equipou o P.7 com dois sistemas, a hélice convencional para o voo e um hélice naval, na parte traseira que daria a velocidade inicial de decolagem. Na prática o avião flutuava na água como um barco, a hélice era embandeirada na horizontal e o piloto fechava o carburador principal. A força do motor era então transmitida para o hélice traseiro com o uso de um sistema de embreagem, isso fazia o avião se deslocar na água como um barco. Com o aumento da velocidade os hidrofólios entravam em ação levantado a aeronave. Assim que a hélice estivesse livre o piloto abria o carburador principal, um sistema automático colocava a hélice em passo de voo e com a segunda embreagem era transmitida a força do motor para a hélice principal. O sistema era complexo, e vários pilotos se recusaram a testar a aeronave. Finalmente testado no lago de Garda o sistema de embreagem se mostrou pouco confiável e a cortina de água gerada pelos hidrofólios atrapalhava muito a visão do piloto, que ficava sentado bem atrás. O projeto acabou abandonado.

foto (1) foto (2)

 

Curiosamente o mesmo conceito foi usado quase 20 anos depois no Convair F2Y Sea Dart que apesar de ter sido testado com sucesso também foi abandonado.

img (1)

 

 

O kit

O Kit da Mikromir, com o selo AMP, é bem injetado sem falhas de alinhamento dos moldes e com bons detalhes. Algumas peças apresentam rebarbas, mas nada que seja difícil de tirar. O maior cuidado vai ser com os pontos de contato entre as peças e as arvores, um pouco grossos. O interior é bem detalhado, com a estruturas internas da fuselagem, assento, manche e pedais. Completam os detalhes os cintos e o painel de instrumentos em fotogravados. Também é fornecido um motor com bons detalhes que pode ser visto caso se opte por deixar a tampas abertas. As superfícies de controle, ailerons e profundores, são peças separadas o que permite colocá-los em posição acionada. O hélice naval é formado por um cone plástico com as pás separadas em fotogravados. A pequena transparência, que vem acompanhada de máscaras de pintura, não é perfeitamente translúcida e vai requerer algum tratamento para melhorar o aspecto. A folha de decais é bem impressa, com filme fino e sem excessos, cores sólidas e sem falhas de registro. O manual, colorido, é bem impresso, com o mapa das arvores, o passo a passo bem explicado em desenhos nítidos e bem representados. Na última página temos a indicação de pintura e colocação dos decais em vistas coloridas.

ar (1)
pe decal
trans (1)

 

man (1)

 

Conclusão

O kit da Mikomir é um “short run” e tem as limitações deste tipo de processo, mas dentro deste quadro a qualidade geral é muito boa, com ótimos detalhes. Some-se a isso a escolha de um avião inusitado, muito a frente de seu tempo e com um grande apelo estético. Não é um kit para iniciantes, mas um modelista com alguma experiência vai ter um modelo único e bastante chamativo em sua coleção.

 

Obrigado á Mikromir pelo exemplar deste review

mikromir review

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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