Spitfire Gun Bay – Eduard #648113
Escrito por Eduardo Mendes   
Sáb, 14 de Junho de 2014 13:20

Box

 

Spitfire Gun Bay – Eduard #648113

 

Introdução

O armamento básico carregado pelo Spitfire Mk.IX, apresentou-se de três formas diferentes, variando ao logo da escala de produção.

Os primeiros Spitfires IX foram meramente convertidos de estruturas existentes de versões mais antigas, normalmente Mk.Vc, que receberam nova motorização e adequações relacionadas, mas mantiveram a previsão de receber em cada asa (ou) um canhão Hispano de 20mm na baias interna e duas metralhadoras Browning .303 polegadas nas baias externas das asas (ou) dois canhões nas baias internas (e neste caso normalmente as metralhadoras eram retiradas). Parte do mecanismo de acionamento dos canhões projetava-se para fora da superfície das finas asas do Spitfire, o que exigiu a adaptação de um painel especial na área dos canhões com uma “bolha” para não comprometer a aerodinâmica. Esse painel era largo o suficiente para cobrir os mecanismos de ambos os canhões.

Quando os Spitfires IX entraram em produção em larga escala, a opção do emprego dos quatro canhões simultaneamente havia caído praticamente em desuso, e os engenheiros da Supermarine decidiram passar a usar uma “bolha” menor, mais estreita, que cobria apenas os mecanismos dos canhões que ficavam nas baias internas da asa tipo “C”.

Em tempos de Guerra, as coisas mudam rapidamente, e os aviões inimigos cada vez mais eram imunes à munição desejada pelas leves metralhadoras .303 carregadas pelos Spitfires. A solução foi o desenvolvimento de um novo padrão de armamento, adotado na chamada asa “E”: cada asa passava a portar apenas uma metralhadora .50 na baia interna e um canhão de 20mm na baia externa, eliminando as baias de metralhadoras leves mais próximas das extremidades das asas.

 

O Conjunto

Para preservar a simplicidade e precisão da montagem, ao contrário de outros fabricantes, a Eduard optou no projeto do seu aclamado Spitfire Mk.IX por apresentar algumas áreas mais complexas “fechadas” e oferecer, posteriormente, conjuntos de detalhamento compatíveis com a engenharia do kit. Este é o caso das baias de armamentos das asas, área que muitos modelistas gostam de apresentar em suas réplicas de forma superdetalhada.

Para representar as diferentes possibilidades de armamento dos Mk.IX, a Eduard oferece três asas completas, com as respectivas “bolhas”, saídas de cartuchos e tudo o mais finamente detalhados, mas moldados de forma inteiriça.

O conjunto em resina/PE “Brassin” que analisamos oferece a possibilidade de adicionar esses interessantes detalhes ao modelo básico proposto pelo kit.

Antes de mais nada, uma observação fundamental: o conjunto somente equipa uma asa, a esquerda. Não há possibilidade de se equipar a asa direita, ou ambas as asas, com este conjunto de detalhamento. Apenas a baia “central” é oferecida, ou seja para as asas “C” não são fornecidas as baias das metralhadoras .303 externas.

O conjunto compreende 17 peças em resina finamente moldadas, com uma riqueza de detalhes impressionante, para detalhar a estrutura interna das baias e com opções de armamento e munição tanto para as asas “C” 1uanto para a asa “E”. As diferentes “bolhas” de ambas as variantes da asa “C” e da asa “E” são fornecidas como painéis separados. Alguns detalhes em PE também são fornecidos para complementar a montagem.

A embalagem segue o ótimo padrão dos conjuntos Brassin recentes, em um blister que pode ser fechado novamente contendo as peças em resina, a folha em PE e as instruções (que podem ser acessadas clicando aqui).

A montagem apresenta um desafio que é o recorte cuidadoso da asa para remover os painéis que cobrem a baia central. A única referência no kit original para o corte são os painéis externos, portanto é recomendável ter à mão um bom conjunto de limas e lixas e usá-las de forma bastante cuidadosa para obter um acabamento perfeito.

Como em todo conjunto de resina, é importante também checar a espessura do conjunto a seco para evitar dissabores na hora de fechar a asa; para tanto, é recomendável bastante cuidado ao remover a peça R63 (o grande peça que faz a estrutura da baia) do seu bloco e levar em conta a espessura e adaptação da peça PE1 que fará o “fundo” da baia. Pintar e sombrear/ressaltar as peças na fase certa da montagem também é muito importante, dada a superposição de vários elementos.

Tomados esses cuidados e seguindo atentamente as instruções um modelista com alguma experiência com kits de detalhamento não deverá ter maiores dificuldades para dotar o seu modelo de uma área que certamente chamará bastante a atenção.

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Conclusão

Altamente recomendado para modelistas mais experientes que desejem adicionar esses detalhes ao excelente kit do Spitfire da Eduard. Com as prováveis e devidas adaptações, esse conjunto também poderá ser útil em outros kits de Spitfire 1/48 que tenham asas “C” ou “E”. Resta saber se a Eduard pretende oferecer futuramente as baias externas para as metralhadoras .303 e as baias para a asa direita para satisfazer os desejos daqueles muito exigentes que queiram um preparar um modelo com todo o armamento exposto.

 

Agradecemos a Eduard pelo envio deste conjunto para review

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