GRUMMAN EA-6B PROWLER - Kinetic 1/48 (KI-KI48022)
Escrito por Alexandre Freire   
Qua, 25 de Agosto de 2010 18:36

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Kinetic item 48022

Breve Histórico:

No início dos anos 60, a Grumman produziu uma versão, inicialmente designada A2F-1Q, que foi criada para substituir o EF-10 B Skynight dos Marines, Fuzileiros Norte americanos, nas missões de contramedidas eletrônicas. Essa versão recebendo o nome de EA-6A.

O primeiro EA-6A voou pela primeira vez em abril de 1963 e só entrou em serviço no ano de 1966. Ela é praticamente a mesma célula do A-6 Intruder, mas com algumas pequenas modificações na cauda, onde existe um radomo na ponta da deriva.

Apenas 27 versões foram fabricadas, pela Grumman e utilizada pelos Marines no Vietnã. Mas algumas dessas versões, também foram usadas pela Marinha Norte-Americana, como avião de ataque de guerra eletrônica.

EA-6B Prowler

O bom desempenho do EA-6A, levou ao desenvolvimento de uma versão de guerra eletrônica batizada EA-6B Prowler.
Em relação ao A-6 Intruder, o Prowler tem a fuselagem mais longa e quatro assentos. Para alguns modelistas e apreciadores de aeronaves de combates, o EA-6B Prowler, é um avião feio, desajeitado, etc. Mais para outros e, inclusive para mim, o avião é muito bonito, futurista e elegante.

Até meados dos anos 80, não havia muitos modelos do EA-6B Prowler. Por dois motivos: apenas alguns poucos exemplares, supriam as necessidades de contramedidas eletrônicas de uma ala embarcada. E o preço elevado do mesmo. Primeiro foram construídos três protótipos, que teve seu primeiro vôo em maio de 1968. Depois foram construídos mais cinco, para testes, destinados a avaliação da Marinha Norte Americana (NAVY).

As primeiras entregas aconteceram em 1971, com o esquadrão VAQ-129. Com o passar dos anos, outras unidades da Marinha Norte Americana e dos Marines, foram recebendo seus Prowlers e os colocando em serviço.

A cabine do EA-6B Prowler é bem futurista e o trabalho desempenhado pelos quatro homens da tripulação é bem especifico, sendo o primeiro deles, o piloto que está sentado à esquerda, na dianteira. O outro é o Co-piloto/Navegador, que recebe o nome de ECMO 1, sentado ao lado do piloto. Esse co-piloto é responsável pelas comunicações e contra medidas eletrônicas defensivas. O interessante é que esse tripulante que, fica ao lado do piloto, não tem controles de vôo que possa, por ventura, distrair sua atenção.

A cabine traseira é ocupada pelo ECMO 2 e ECMO 3. São vários consoles ligados aos computadores e as diversas unidades de contra medidas eletrônicas. Esses dois tripulantes da parte de traz, também devem concentrar todo o seu tempo, na detecção de fontes de ameaças, destinação, ajuste e monitoração dos interferidores, para bloquear equipamentos de radar inimigo. Resumindo a função do EA-6B Prowler, é: DETECTAR e IDENTIFICAR sistemas de radar inimigo e, também embaralhar sua freqüência com equipamentos existentes nos cinco casulos, que são alojados no exterior do avião. Sendo dois sensores, embaixo de cada asa e um na parte debaixo da fuselagem do avião.
Armamento

No início de suas operações o EA-6B Prowler, não carregava armamentos, por trabalharem, geralmente em silencio e sozinhos, sem se deixar ser notados em suas operações e sem entrar diretamente na zona de combate.
O Prowler tem uma configuração de ataque de anti-radiação, onde leva 3 Pods de interferência tática , juntamente com dois mísseis ou um AGM-88 HARM.

Ao longo dos anos o Prowler vem sendo aperfeiçoado, como é o caso do EA-6B Prowler, onde foi feito a variante ICAP III. Até novembro de 2001 foram feitos um total de oito modernizações no mesmo. A última foi a do sistema ICAP III, feita em três das aeronaves, que tiveram suas entregas em dezembro de 2004.

No “top” da modernização dos Prowler, está a do receptor NA/ALQ-99, que tem como papel a carenagem no topo da deriva. Esse sistema foi todo modernizado, com uma suíte de guerra eletrônica ALQ-218, que para muitos especialistas, representam arte em tecnologia de detecção passiva, precisão de ameaças por radar inimigo, identificação, localização de precisão e controle de interferências em comunicação.
Outra melhoria foi à contramedida de comunicação, USQ-113, que permite ao EA-6B Prowler cortar as ligações de telefonia móvel dos inimigos e também, interferir nas comunicações de dados para mísseis terra-ar avançados.

Em Combate

Vietnã
A primeira versão a entrar em combate e participar de algumas operações no Vietnã, foi o EA-6ª, sendo ele um dos primeiros EA-6B Prowler, a participar, por pouco tempo, já que quando começou a operação, no sudeste Asiático, a guerra estava quase no fim. Mas como sempre trabalhou em silêncio nunca ganhou mérito em suas operações.

Irã
Em abril de 1980 os Estados Unidos tentaram libertar á força reféns mantidos em Teerã, na operação conhecida como “EAGLE CLAW”, o que acabou em um desastre para os Estados Unidos. Nessa operação, o Porta-aviões Norte-Americano, USS Nimitz participou diretamente com seus aviões. Nessa operação o EA-6B Prowler, teve sua participação como contra medidas eletrônicas.

Líbia

Os Quando a Líbia foi bombardeada pelos Estados Unidos, em 1986 o EA-6B Prowler, esteve presente, na operação que foi chamada de “EL DOURADO CANYON”. Com esse ataque duas cidades da Líbia foram atingidas, Trípoli e Bengázi. Nessa operação houve a participação direta de um EA-6B Prowler e mais seis A-6 Intruder, onde atacaram diretamente um quartel do exercito da Líbia.

Guerra do Golfo - 1991
Outra participação em conflito dos Prowler em 1991, na Operação “DESERT STORM e DESERT SHIELD”:

Desert Storm
Ataques diretos contra o território Iraquiano, saindo do Esquadrão dos Marines VMQA-2, na base de Sheikh Isa no Bahrain. Os porta-aviões USS, Kennedy e USS Saratoga participaram diretamente. Os EA-6B Prowler, fizeram o trabalho de guerra eletrônica, como o de ataque aos radares Iraquianos. Não se esquecendo de mencionar, os outros aviões de Países aliados, que também, participaram diretamente aos ataques.

Desert Shield
Teve participação dos demais porta-aviões da Navy, seus esquadrões EA-6B Prowler, e suas interferências eletrônicas e bloqueios.

Bósnia
Na operação Joint Endeavor em 1995 os Prowlers tiveram sua participação

Enduring Freedom
Foi a resposta dos Estados Unidos aos ataques terroristas no dia 11 de setembro de 2001. Os Prowler entraram em combate tanto no Iraque e no Afeganistão.

Em meados de 2009, os Prowler começaram a sair, pouco a pouco, dos esquadrões embarcados da Navy, dando lugar aos seus substitutos os F-18 GROWLERS. Com isso, os Prowlers mais antigos, equipados com sistema ICAP II, foram saindo da linha de frente, dando lugar aos Prowlers, equipados com sistema ICAP III, devendo ter sua permanência até 2015.

Dados do Prowler:

Motores: Duas turbinas Pratt & Whitney J52-P408 DE 5.078 de empuxo cada uma.
Desempenho: velocidade ao nível do mar 1048 km/h, 982 km/h com os pods eletrônico sob as asas.
Teto de serviço: 12.550m; raio de ação 3.861 km;
Pesos: vazio 14, 321 kg máximo de decolagem 29, 484 kg.
Dimensões:
Envergadura 16,15m.
Comprimento-18,24m
Altura- 4,65

O Kit

Antes de falar do kit, apenas um comentário do plástico do mesmo: A qualidade da KINETIC, eu não acho muito boa. Mas foi uma grande jogada da fabricante em lançá-lo, nessa escala. O grande barato, é que ele vem todo em baixo relevo. O que não acontece com outros kits da mesma escala (1/48), já que são em alto relevo.

O kit da REVELL MONOGRAM é muito bem feito, bem detalhado, apesar das linhas dos painéis serem alto relevo. Já o da Airfix, que também é em alto relevo, não é muito bom.

O da KINETIC vem, realmente, suprir todas as expectativas, conforme mencionei acima.

 

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Transparências

No que diz a respeito às peças do canopy, achei ruim a idéia de dividir as peças transparentes. Pois, na minha opinião, a peça poderia, vir compacta, toda ela inteira, conforme o kit da Airfix e Revell Monogram. Acho temerário essas peças transparentes para colar uma a outra e isso é um dos poucos pontos negativos deste kit.

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Interior

Os paineis do cockpit e as poltronas são bem feitos e, isso acaba sendo uma boa opção, para o modelista não ter de comprar sets de resina de interior. O interior pode ser montado sem maiores problemas.

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Dobras das asas

É realmente a grande jogada do fabricante, pois quando o modelista tinha interesse em montar um PROWLER, só tinha no mercado Airfix e revell Monogram e ainda era preciso comprar as peças de resina da dobra das asas ou uma peça das asas do kit, para fazê-lo de asas dobradas. Agora com esse kit, esse problema acabou, pois ele já vem com o set de dobras das asas. Pude perceber que os encaixes do set de dobras das asas são bem feitos e que se encaixa muito bem.

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Outras peças do kit

Depois de pintado e colado o trem de pouso me parece bem feito. As peças das rodas são dividas em três partes, o que, geralmente, nos outros kits são apenas duas. Asas são bem detalhadas e com linhas em baixo relevo. Depois da pintura, quando der o wash, os detalhes dos painéis ficarão com um resultado bem mais legal. Já o interior dos porões do trem de pouso é bem simples.

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Antenas

O Prowler tem várias antenas. Os primeiros vinham com uma única antena UHF/TACAN, localizada em cima da fuselagem, atrás do 2º cockpit. Seu sistema chamado TACAN faz a retransmissão a outros Prowlers. Já na peça C25(fls.7). da KINETIC, existem antenas, do tipo C16 ( fls.7), os Prowlers mais antigos não possuem essa antena.

Nos kits da Airfix e Revell Monogram essas duas antenas (C-16) não existem. Caso o modelista queira montar uma versão mais antiga, por exemplo, Guerra do Golfo de 1991, O modelo não levará tais antenas. Mas se o modelo a ser montado for uma versão mais modernas, neste caso, poderá ser utilizado a peça C16.

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Decais e pintura

O kit vem com uma cartela de decalque e uma única opção de marcação, aliás, muito bacana. Ele traz uma versão comemorativa do esquadrão VAQ-140 do Porta-Aviões USS Dwight D. Eisenhower, que é desenho da bandeira americana na cauda do avião.

O modelista só precisará de um pouco de paciência, na hora de colocar os decalques das estrelas, da bandeira americana na cauda.

Outra jogada da KINETIC foi fazer uma parceria com FIGHTERTOW DECALS, uma empresa especializada, em decalques de caças modernos americanos. Principalmente, dos Marines e Navy. A qualidade é muito boa. O filme do decal é bem fino, quase não é percebido.

Destaque para o decal em dourado!

Pintura, como sempre, a clássica Dark Ghost Gray e Liht Ghost Gray, além disso, existe uma parte da pintura que tem um cinza mais escuro. E outra de cor azul, isso por causa das marcações do decal da bandeira americana. (FOTO DO Profile)

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Instruções

As primeiras paginas são de fácil entendimento. As instruções são divididas em 12 páginas no formato de A-4. O modelista deve ficar atento as folhas 7, 8 e 9, pois começa aparecer uma pequena dificuldade, onde os desenhos dos encaixes das peças começam a ficar difícil de entender.

A folha 9 fala do encaixe das asas. A opção de dobrar a asa do kit, para fazer como se o avião estivesse embarcado em um Porta-aviões. Nesta página deve-se ter atenção, pois infelizmente, o manual fica bem confuso. Sempre é bom montar essas partes mais complexas, com fotos, material de pesquisa, etc.

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Conclusão

Realmente esse é outro bom lançamento, na escala 1/48. Além de fazer são as opções de asa aberta ou fechada. O kit é bem detalhado. E sem dúvida, mais um ponto para KINETIC. Já que nesta escala não havia nenhum kit em baixo relevo.

Agradecemos a LUCKYMODEL pelo modelo deste review.
 

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